A percentagem de pessoas fotossensíveis – sensibilidade acima da média à luz – é bastante elevada. Estas pessoas sentem-se particularmente incomodadas em ambientes muito claros, ou quando olham para pontos com uma luz bastante intensa.

É fundamental conhecermos os nossos olhos e adequar os nossos comportamentos de forma a melhor os podermos proteger.

O funcionamento dos nossos olhos:

Os nossos olhos são as nossas janelas para o mundo. É através deles que conseguimos percepcionar melhor ou pior o que nos rodeia.

Quando olhamos para um objeto ou para uma paisagem, a córnea entra em ação. Esta funciona como uma película protetora entre o próprio olho e o exterior. Quando os raios de luz, seja ela solar ou artificial, chegam à córnea esta, através do seu poder refrativo, passa a luz para a pupila, entrando dessa forma para o olho.

Por sua vez, a íris é a responsável pela contração e dilatação da pupila, ajudando dessa forma a limitar a entrada de luz no olho.

 

Reação do olho à intensidade da luz

A íris tem como função a proteção do olho, impedindo que este seja sujeito a intensidades de luz extremas. Como tal, atua no controlo do tamanho da pupila. A este processo dá-se o nome de reflexo pupilar.

Grandes quantidades de luz vão fazer com que a íris contrária a pupila, de forma a filtrar a quantidade de luz a entrar. Por outro lado, na presença de pouca luz, a íris irá dilatar a pupila, de forma a que esta consiga entrar mais luz.

Consequências do excesso de luz

Tratando-se o olho de um órgão extremamente sensível, os riscos por demasiada exposição à luz são elevados e muitas vez com consequências irreversíveis. Estes danos podem afetar apenas um olho, ou ambos.

●     Cataratas – o aparecimento de cataratas é uma patologia bastante frequente e surge pela exposição excessiva à luz e exposição excessiva a raios ultravioleta. Esta patologia é caracterizada por vista turva e amarelecimento do cristalino. Em casos severos, pode levar à cegueira.

●     Queimaduras de córnea – a córnea é um tecido ocular bastante sensível, pelo que o excesso de luz e exposição aos raios ultravioleta a podem queimar e danificar, causando perturbações na visão.

●     Cancro na pálpebra – este tipo de cancro afeta a parte inferior da pálpebra e apresenta elevado risco de desenvolver um melanoma ou carcinoma.

Existem outras patologias associadas ao excesso de luz, como é o caso de degeneração macular causada por lesões na retina e melanoma conjuntival. Neste sentido é imperativo recorrer, com frequência ao seu médico oftalmologista e realizar exames oculares.

Prevenção e tratamento:

Em primeira instância, deve recorrer a um profissional de saúde casos sinta algum tipo de desconforto causado pela exposição à luz, ou qualquer outro tipo de desconforto ocular.

Caso sinta a visão turva, com alterações frequentes, deve dirigir-se de imediato às urgências de forma a ser examinado com a maior brevidade possível.

Medidas preventivas:

  • Uso de óculos de sol com lentes adequadas e certificadas;
  • Não usar lentes de contato caso haja dor ocular;
  • Evitar a exposição a luzes intensas;
  • Realizar consultas frequentes com o médico oftalmologista.